Notícia

  • 20/07
  • 2018

Pessimismo de maio reflete nos resultados de junho

 No encerramento de junho/18 observou-se que os retornos dos principais investimentos ficaram abaixo da inflação. Esses resultados são reflexo, principalmente, de uma taxa básica de juros em nível historicamente baixo combinada com a disparada dos preços após a paralisação dos caminhoneiros. O bloqueio nas estradas no final do mês de maio causou sérios problemas de abastecimento no país. Mesmo assim, o Banco Central, na última reunião do Copom, decidiu manter a taxa Selic em 6,5% ao ano, considerando que os choques nos preços seriam absorvidos nos meses seguintes. O IPCA (inflação oficial do país) de junho divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou o mês em alta de 1,26% a.a?, o que equivale a quase toda a alta acumulada até maio, de 1,33% a.a. 

Na prática, a lentidão na retomada da economia brasileira impede que custos mais altos continuem a ser repassados aos consumidores. Mas a combinação de juros baixos e inflação em alta penalizou investimentos em renda fixa. Poupança, CDB’s de grandes bancos, fundos simples e até títulos públicos que acompanham a taxa de juros saíram no prejuízo.  A renda fixa da Fasern, mesmo diante de todo esse cenário adverso, encerrou junho com desempenho positivo de 0,18%, replicando praticamente seu mandato.

O pior desempenho no mês foi o da Bolsa, que caiu 5,20% e sofreu com a piora nas perspectivas para a economia, reflexo da greve dos caminhoneiros. Até a metade de maio, boa parte dos economistas previa alta do PIB (Produto Interno Bruto) acima de 2%. Agora, as previsões se situam entre 1% e 2%. Analistas do mercado financeiro esperam que as oscilações bruscas persistam nos próximos meses, pelo menos até que a corrida eleitoral ganhe contornos mais definidos. A renda variável da Fasern encerrou o mês de junho em queda de 3,73%.

A rentabilidade auferida pelos Perfis de Investimentos da Fasern em junho foi de -0,11% para o Conservador, -0,42% para o Moderado, -0,75% para o Moderado Plus, -1,08% para o Agressivo e, -1,72% para o Agressivo Plus. A diferença de um perfil mais conservador para um mais agressivo se dá pelo grau de concentração de investimentos no segmento de renda fixa e no de renda variável. Os mais conservadores podem ter alocado até 100% em renda fixa e entre 10% a 30% em renda variável, os mais agressivos, até 80% em renda fixa e entre 40% a 60% em renda variável. O grande responsável pelos resultados auferidos nos Perfis de Investimentos da Fasern no mês de junho foi o segmento de renda variável, com destaque para os perfis mais agressivos que possuem um percentual maior nesse segmento.

Em suma, a permanência das incertezas futuras em relação tanto ao cenário internacional quanto ao local demandam postura cautelosa com os ativos de renda fixa e renda variável, visto que a forte volatilidade histórica que predominou nesses segmentos reforça a ideia de que “rentabilidade passada não garante rentabilidade futura”.

Área de Investimentos da Fasern


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